|
||||||||||
Qualidade de vida na maturidade O envelhecimento bem sucedido para a população é um tema que tem sido cada vez mais estudado. Através do interesse crescente pela qualidade de vida, foram incluídos os aspectos psicológicos, relacionais, sexuais e fisiológicos. Cientistas, profissionais de saúde, educação e demais cuidadores de uma forma ampla que atuam também na resolução de conflitos, tanto em empresas como nos fóruns da justiça, estão em busca de novos paradigmas como referência para balizar estudos, tratamentos e decisões. Já é consenso que todos os aspectos físicos, psicológicos, sexuais, relacionais e ambientais/ culturais estão interligados, influenciando-se mutuamente. Buscarei ampliar a reflexão sobre o impacto da idade na resposta sexual da mulher e do homem. Aspectos que interferem negativamente na qualidade de vida do adulto maduro Em decorrência do avanço da idade, tanto para homens como para mulheres, poderão ocorrer alterações leves ou significativas na resposta sexual como um todo. Para a mulher Mulheres no climatério ou menopausa costumam apresentar modificações importantes como fogachos e suores noturnos, alterações no desejo sexual, diminuição na lubrificação vaginal, dor na relação sexual (dispaureunia), distúrbios do sono, mudanças na pele, doenças cardiovasculares, entre outras. Estas modificações favorecem o aparecimento de depressão, ansiedade ou outros transtornos de humor. É uma transição iniciada pelo desenvolvimento físico, mas que afetará todas as outras áreas da vida da mulher. A depressão inclusive aumenta o risco de mortalidade por doenças sistêmicas crônicas (diabetes, coronariopatias, etc.) especialmente para quem está acima dos 50 anos. A disfunção sexual, como o comprometimento do desejo e excitação e/ou do orgasmo, tem sua possibilidade acentuada, podendo afetar de 20 a 50% delas, causando um impacto negativo em seus relacionamentos. Para o homem Geralmente perto dos 50 anos, inicia-se a andropausa, climatério masculino ou identificado também pela sigla ADAM, significando declínio no andrógeno no homem envelhecendo. Provoca a diminuição do andrógeno, responsável pelo funcionamento sexual e pela manutenção da massa muscular e óssea. Pode ocorrer diminuição na energia sexual, disfunção erétil, cansaço e depressão. O homem pode necessitar de um maior tempo para uma relação sexual. As mudanças na resposta sexual podem provocar uma reação psicológica que pode agravar a situação. Há uma relação importante entre a depressão e a disfunção erétil nesta fase, como a sensação de perda da masculinidade. As pesquisas apontam que a disfunção erétil atinge 40,6% dos homens entre 18 e 40 anos. Entre 50 e 59 anos esta taxa fica em torno de 54,9%. As doenças físicas (hipertensão, doenças cardíacas, etc.), as psicológicas (ansiedade, depressão, entre outras) e o estilo de vida (exercícios físicos, ingestão de álcool, e hábito do fumo) aumentam o risco para uma disfunção erétil. Para o casal Quando me refiro ao casal, incluo todas as formas de relacionamentos e vínculos afetivo-sexuais. Todas estas condições desfavoráveis somadas às habilidades sexuais insuficientes podem agravar a disfunção sexual do casal. A liberação do citrato de sildenafil (Viagra) revolucionou a terapêutica da disfunção erétil, uma das queixas mais freqüentes do homem na andropausa. O homem passou a ter a possibilidade de tomar a medicação para obter uma ereção satisfatória. Para a mulher esta mudança ainda está por vir. Há a possibilidade de terapêuticas hormonais interessantes que atenuam vários sintomas, mas não há nada similar disponível para a mulher (um Viagra) como há para o homem. Não é raro que, por falta de desejo, a mulher passe a ter comportamento de esquiva frente a um parceiro todo “animado”. Assim, os aspectos psicológicos e relacionais do casal podem exigir um acompanhamento psicoterapêutico para lidar com a transição. É importante ressaltar que todas as questões podem ser atenuadas desde que a comunicação do casal seja preservada, ou seja, que cuidem do relacionamento de uma forma mais compreensiva estabelecendo um vínculo de cuidados mútuos e de cumplicidades. Acontecimentos simultâneos Todas estas alterações fisiológicas e psicológicas acontecem, geralmente, simultaneamente a outros fatores estressores tais como: aposentadoria, desemprego, síndrome do ninho vazio (quando os filhos saem de casa para estudar ou casar), a síndrome da porta giratória (quando os filhos retornam por divórcio e às vezes até trazem netos), ou o fato de pertencer à geração sanduíche (cuidando dos filhos e dos pais e sogros). Muita coisa ou coisas da vida.... Mas acredite, o que era bom pode ficar ainda melhor... A receptividade, o interesse em buscar recursos que possam auxiliá-los a se reencontrarem sexualmente e a disponibilidade para lidar com as alterações naturais desta etapa, são fatores importantes para a qualidade de vida do casal. O casal pode voltar a ter toda a satisfação física e emocional de antes, redescobrindo-se para esta nova fase e aprendendo a aceitar as diferenças. Receptividade gera receptividade. Intimidade gera sensação de bem estar. Buscar a qualidade de vida é uma atitude que deve ser cultivada. Termino este ressaltando que a vida sexual transforma-se constantemente ao longo de toda a vida, porém só desaparece com a morte. http://itodas.uol.com.br/bem-estar/qualidade-da-vida-sexual-e-importante-para-o-brasileiro-na-maturidade-2843.html
http://gifsgoticasfantasiafree.arteblog.com.br/233093/A-Sexualidade-na-Terceira-Idade/ . |
||||||||||
| Compartilhe: | ||||||||||
Leia também:
|
||||||||||